A montagem acontece uma vez. O que é caro numa diária não é rodar — é armar.
Quem planeja um roteiro por diária desperdiça justamente a parte mais cara do dia.
Planejar seis entregas dentro da mesma montagem não é economia de pobre. É desenho de produção. Exige decidir antes o que sai: o filme principal, as versões curtas, os verticais, os cortes por tema, o still, o depoimento cru para o RH.
Exige também saber dizer não no set. Sem lista fechada, o dia vira captação genérica e a pós-produção vira garimpo — que é onde o orçamento realmente evapora.
A conta que quase ninguém faz: uma hora a mais de decisão na pré economiza uma semana de pós.
Mobilização interna: planejar o que sai de cada encontro.
Editais pedem metas e indicadores. A maioria dos projetos entrega intenções com cara de meta.
“Ampliar o acesso da população à produção audiovisual local.” Isso é um desejo. Não tem número, não tem prazo, e ninguém consegue dizer, no fim, se aconteceu.
Meta verificável é outra coisa: quantas sessões, em quantos bairros, para quantas pessoas, com que forma de contagem. Feio de escrever, fácil de auditar.
A resistência a isso costuma vir de um lugar legítimo — medo de se comprometer com número que talvez não bata. Só que a banca lê essa ausência ao contrário. Ela lê como quem nunca fez, porque quem já executou sabe estimar.
O detalhe que quase ninguém coloca é o método de aferição. Não basta prometer quinhentos espectadores; é preciso dizer como você vai contar quinhentos espectadores. Lista de presença, contagem na portaria, relatório do espaço. Isso vale ponto e evita problema na prestação de contas.
E tem a parte que dói: meta ambiciosa demais é tão ruim quanto meta vaga. Prometer trinta sessões com equipe de três pessoas e cinco meses de execução mostra que a conta não foi feita.
Meta boa é a que você assinaria sabendo que alguém vai conferir.
Como apresentar proposta de produção em lei de incentivo.
Critério de objetivos mensuráveis nos editais de fomento (ProAC, Rouanet, FomentoCultSP).
Todo projeto cultural que eu escrevo começa por uma seção chamada a tese, em uma frase.
Não é enfeite. É teste.
Se você não consegue dizer o que o filme defende em uma frase, o projeto não está pronto para ser escrito — está pronto para continuar sendo discutido. E projeto que entra em edital sem tese vira sinopse bonita com objetivos genéricos, que é exatamente o material que a banca lê cem vezes por semana.
A frase precisa afirmar alguma coisa. “Um documentário sobre inteligência artificial” não é tese, é assunto. “O algoritmo organiza o que a gente vê sem nunca saber quem a gente é” é tese: dá para concordar ou discordar dela.
Escrever essa frase costuma doer, porque ela expõe que o projeto ainda não decidiu o que pensa. Melhor doer no documento do que doer na montagem, dois anos depois, quando o material não converge para lugar nenhum.
Tem um efeito colateral prático: a tese também resolve o pitch. Você para de explicar o filme por dez minutos e passa a dizer uma frase e esperar a reação.
Se a pessoa fizer uma pergunta, funcionou. Se ela disser “legal”, não funcionou.
Como é um modelo de projeto aprovado em lei de incentivo.
Estrutura de projeto para ProAC ICMS e Rouanet — seção obrigatória de tese e memorial descritivo.
Três públicos, três necessidades. A diretoria decide e precisa reduzir ruído. A liderança traduz e precisa conduzir conversas difíceis. A operação executa e precisa praticar.
Quando a empresa manda o mesmo vídeo para os três, dois deles não foram atendidos.
O erro mais comum é falar com a linha de frente em linguagem de diretoria: visão, ambição, transformação. A pessoa quer saber o que muda no turno dela amanhã.
O segundo erro mais comum é achar que a liderança intermediária vai traduzir sozinha, sem material, sem ensaio e sem tempo. Ela vira o gargalo real de quase toda mudança — e depois leva a culpa por um problema de desenho.
Se o projeto tem um único orçamento, eu colocaria nela.
Comunicação interna: três públicos, três necessidades.
Toda operação de conteúdo gera material demais e guarda material de menos.
O que sobra de um projeto é brutos, versões, artes abertas, aprovações, transcrições, trilha licenciada. Na maioria das produtoras isso vira um HD numa gaveta com o nome do cliente escrito a caneta.
Um acervo organizado é dinheiro. Rende versão nova, rende corte para outro formato, rende reaproveitamento em campanha futura, rende material de pitch. Você já pagou por ele uma vez.
Um acervo desorganizado é passivo. Ocupa espaço, gera medo de apagar e não devolve nada.
A diferença entre os dois não é software. É convenção de nome, uma pessoa responsável e cinco minutos no fim de cada projeto.
Ninguém acha isso empolgante. É provavelmente a coisa mais lucrativa que uma operação pequena pode fazer neste ano.
Edição e pós-produção: onde o material vira acervo.
Você precisa estar presente para sentir a energia pulsante e entender verdadeiramente. É aqui que eu entro em cena. É assim que faço Guanxi. Eu crio experiências ao vivo que deixam as pessoas maravilhadas e dizendo: “Uau, isso foi incrível!”.
O conteúdo somado ao sentir em todas as camadas e atmosferas do receptor devem suar e salivar para mais. Não se trata apenas de conhecer as pessoas certas, mas de cultivar essas relações através de trocas mútuas e contínuas de favores, assistência e apoio. É um investimento de tempo, esforço e recursos para ajudar uns aos outros, criando uma rede de conexões interpessoais que são mantidas e valorizadas ao longo do tempo. Portanto, o Guanxi é uma prática social profunda que enfatiza a lealdade, a confiança e a reciprocidade nas relações interpessoais.
“Guanxi” é um termo chinês que se refere a redes. É uma habilidade social essencial na China e é parte fundamental das relações de negócios. Eu aprendo toda vez que me uno à um grupo, estabeleço que tudo que criarmos naquela mesa, em coworking, sempre será um lugar onde as pessoas constroem e mantêm relações investindo tempo, esforço e recursos para ajudar uns aos outros com o melhor de si, dando espaço para o outro chegar. Caso contrário falharemos brutalmente.
E como eu faço isso? Bem, eu uso um pouco de “guanxi” e “kanban”. Guanxi é tudo sobre construir relacionamentos fortes. É como fazer uma reunião com amigos na sua casa – você não apenas serve comida e bebida, você serve e cria uma experiência. E é isso que eu faço com o meu conteúdo. Eu construo relacionamentos, crio conexões. Gero resultados.
Quanto ao Kanban, bem, é uma maneira japonesa super eficiente de organizar o fluxo de trabalho. É como ter um mapa do tesouro que te guia passo a passo até o ouro. E no nosso caso, o “ouro” é um conteúdo incrível que atinge o público certo no momento certo.
Eu gosto de pensar em mim como um facilitador prático-criativo que orienta todos os elementos de um projeto para criar uma sinfonia de conteúdo que ressoa com o público. Estou aqui para transformar suas ideias em realidade e criar experiências que deixarão uma marca duradoura.
Seja para Criação de Conteúdo, Produção de Eventos de Live Marketing ou construindo sólidas Colaborações e Parcerias. Eu resolvo em equipe o Atendimento ao Cliente para irmos ir além das suas necessidades.
Vamos conversar sobre como podemos fazer isso juntos? 🚀