Carta de anuência é um documento de uma página. Presencialmente, com o PDF impresso na mão, leva vinte minutos.
E é o que mais atrasa projeto no Brasil.
O motivo não é burocrático, é humano. A carta depende de outra pessoa: um parceiro, um espaço, um autor, um detentor de direito. Você manda por e-mail, a pessoa lê no celular, pensa em responder depois e não responde. Duas semanas depois você manda de novo, com aquele tom cordial de quem está constrangido de cobrar.
Enquanto isso o projeto inteiro fica parado — tudo pronto, faltando uma assinatura.
A solução é chata e funciona: trate anuência como item de cronograma, não como formalidade. Ela entra na primeira semana, não na última. E você não pede por e-mail. Você marca vinte minutos, leva impresso, e sai com o papel assinado.
Vale a mesma lógica para autorização de uso de imagem no set. Colher no dia, com prancheta, é um incômodo de cinco minutos. Colher depois é caçar quinze pessoas que já foram embora e não devem nada a você.
Documento que depende de terceiro nunca é a última tarefa. É a primeira.
Documentação obrigatória de proponente: cartas de anuência, autorização de uso de imagem e anuência de autor.