A montagem acontece uma vez. O que é caro numa diária não é rodar — é armar.
Quem planeja um roteiro por diária desperdiça justamente a parte mais cara do dia.
Planejar seis entregas dentro da mesma montagem não é economia de pobre. É desenho de produção. Exige decidir antes o que sai: o filme principal, as versões curtas, os verticais, os cortes por tema, o still, o depoimento cru para o RH.
Exige também saber dizer não no set. Sem lista fechada, o dia vira captação genérica e a pós-produção vira garimpo — que é onde o orçamento realmente evapora.
A conta que quase ninguém faz: uma hora a mais de decisão na pré economiza uma semana de pós.