O cronograma que conta dias, não horas

Cronograma de produção quase sempre é contado em horas. Tantas diárias, tantas horas de ilha, tantas horas de finalização. Faz sentido, porque é assim que se cobra. O problema é que o…

Cronograma de produção quase sempre é contado em horas. Tantas diárias, tantas horas de ilha, tantas horas de finalização. Faz sentido, porque é assim que se cobra.

O problema é que o custo real de um projeto raramente está nas horas. Está nas rodadas.

Uma rodada é um ciclo completo: alguém entrega, alguém olha, alguém pede mudança, alguém refaz. Cada rodada consome dias de calendário mesmo quando consome poucas horas de trabalho. E é o calendário que estoura, não a planilha de horas.

Por isso um cronograma honesto conta duas coisas ao mesmo tempo: quantas horas de execução e quantas rodadas de aprovação. Projeto com cinco rodadas previstas e três aprovadores por rodada não é um projeto de duas semanas, por mais que a soma das horas caiba em duas semanas.

O truque que funciona é o inverso do que a pressão pede. Em vez de espremer tudo no fim, você distribui pontos de contato curtos ao longo do percurso — dez minutos de olhada no terceiro dia valem mais que duas horas de reunião no décimo quinto, porque no terceiro dia ainda é barato mudar.

Quem antecipa rodada compra prazo. Quem antecipa hora só compra cansaço.

Quem é o produtor executivo e o que ele controla numa produção.

Aplicação do princípio de prática distribuída (npj Science of Learning, 2025) a cronograma de produção.