Quase todo criativo negocia preço como se o número fosse uma avaliação pessoal. Se o cliente acha caro, a leitura interna é “ele acha que eu não valho isso”.
Preço é estrutura. Custo direto, tempo de gente, risco, retrabalho previsto, imposto, período sem projeto, equipamento que deprecia. Nada disso tem a ver com o seu talento.
Quando o número é estruturado, dá para explicar. Quando é intuição, só dá para ceder.
Ter um piso não é arrogância. É a linha abaixo da qual a operação não sustenta qualidade, revisão e um mínimo de conferência antes de entregar.
Abaixo do piso você aceita e entrega pior. Todo mundo perde, inclusive o cliente que negociou bem.