Pressa custa. Custa hora extra, custa fila reorganizada, custa fornecedor cobrando adicional, custa qualidade e custa gente cansada na semana seguinte.
Quando a pressa é de graça, ela vira padrão. Todo projeto passa a ser urgente porque nada acontece se ele for.
Cobrar por urgência não é punir o cliente. É devolver a ele uma escolha real: prazo normal com preço normal, ou prazo curto com preço de prazo curto. Escolha é uma coisa que cliente respeita.
Na maioria das vezes em que expliquei isso com clareza e sem tom de cobrança, o cliente escolheu o prazo normal. A urgência era de calendário interno, não de negócio.
A frase que resolve é curta: “consigo nessa data por esse valor, ou na data que você pediu por esse outro”. E depois calar a boca.