Quando duas marcas se juntam, o público não compra a soma. Compra a fricção — o que uma faz com a outra que nenhuma faria sozinha.
Na prática, quase toda collab morre no meio do caminho. Dois times de aprovação, dois manuais de marca, duas agências, e o resultado é o menor denominador comum: seguro, simétrico e esquecível.
O que salva é decidir cedo quem tem a caneta criativa. Não a caneta financeira — a criativa. São coisas diferentes e confundir as duas é o erro mais caro do projeto.
Segunda coisa: fixar o que é inegociável de cada lado antes de começar. Três itens cada, no máximo. Todo o resto entra em negociação de verdade.
Terceira: mostrar o caminho. Collab que aparece só pronta parece anúncio. Collab que mostra o processo parece encontro. É o mesmo material, montado em ordem diferente.