Piso existe para impedir que te paguem menos. Ele não foi feito para dizer quanto você vale.
Parece óbvio escrito assim. Na prática quase todo profissional de área criativa usa o piso como âncora — e âncora baixa puxa tudo para baixo.
No ensino privado a convenção coletiva de 2026 traz reajuste de 3,45% a partir de julho, define composição salarial em aulas semanais multiplicadas por 4,5, mais DSR e mais 5% de hora-atividade. Tem até a duração da hora-aula: máximo de cinquenta minutos, com exceção para cursos tecnológicos autorizados.
Esses números são úteis por um motivo específico: eles te dizem o que a instituição já está obrigada a pagar. Ou seja, te dizem onde a conversa começa — não onde ela termina.
Quem chega numa negociação sabendo a convenção de cor negocia diferente de quem chega perguntando quanto eles costumam pagar. A primeira pergunta é de quem conhece o setor. A segunda é de quem está pedindo.
Isso vale além da docência. Em audiovisual não existe convenção com essa clareza, e por isso o efeito é pior: sem piso, cada um inventa o próprio e quase sempre inventa para baixo, com medo de perder o trabalho.
Levante o número antes da reunião. Não para brigar. Para saber de onde você está falando.
Convenção Coletiva de Trabalho do ensino superior privado, 2026 — reajuste de 3,45% a partir de 01/07/2026; piso por hora-aula na educação básica privada, vigência 01/03/2026 a 28/02/2027.